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Bloco apresentou a sua candidatura autárquica

Apresentação da Candidatura do Bloco

A Praça Luís Ribeiro foi o local escolhido para apresentar os seus candidatos à Câmara, Assembleia Municipal e de Freguesia. Assumindo-se contra os poderes instalados, André Oliveira referiu que numa altura em que as Câmaras Municipais desempenham um papel de subserviência para com o Estado Central o Bloco apresenta-se como um partido de rutura com esta barbaridade.

 

Para André de Oliveira, São João da Madeira conseguiu construir ao longo dos últimos anos uma rede de infra-estruturas e serviços públicos que foram funcionando. Reconhecemos mérito nessas conquistas. Infelizmente muitos desses serviços públicos têm vindo a ser perdidos, com completa inaptência da Câmara Municipal. O hospital é uma sombra e poucas valências restam; a linha do Vale do Vouga está moribunda e é sabida, há mais de um ano, a intenção que o Governo tem de a encerrar...

 

Infelizmente também é a propensão da Câmara Municipal para dar prioridade às obras e esquecer as pessoas.

 

Não aprovamos este Show Off, este Marketing de obra feita, quando há cada vez mais famílias em SJM que têm dificuldade para pagar as contas de sobrevivência básica.

 

Não aprovamos esta política de grandeza, quando as pessoas que lá trabalham, se têm que desdobrar em duas ou três de si mesmas para conseguir manter a fachada em pé. E sim, refiro-me à Casa da Criatividade. Casa da Criatividade, um projecto grandioso. Só que há um problema: em vez de empregar mais gente, o que aconteceu foi que sobrecarregou os empregados, com o triplo do trabalho, que já davam de si nos Paços da Cultura.

- Esperemos que isto não se transforme num Enorme Elefante Branco.

 

Vejamos o exemplo da Ação Social:

A Câmara Municipal anuncia que quer fazer umas novas piscinas em S. João da Madeira que custarão 7 milhões de euros, mas esquece-se que há fome e pessoas sem-abrigo em S. João da Madeira. Para elas, não há medidas!

 

A Câmara aprovou vários planos de pormenor desenhados por Souto Moura – imaginemos quanto custou apenas o desenho! - mas há, todos os dias, pessoas a catar o lixo nos contentores junto aos supermercados. Mas para estas pessoas não há medidas. A Câmara Municipal diz que não tem conhecimento!

 

O Bloco de Esquerda apresentou em Assembleia Municipal 11 propostas concretas para reforçar a Ação Social no concelho, para combater as situações de emergências mas, acima de tudo, para prevenir as situações de emergência. Mas o PSD chumbou-as. Disse que não eram necessárias...

 

Vejamos se são ou não: a Câmara destina, anualmente, menos de 1% do seu orçamento para projetos na área da Ação Social.

 

Em 2012 destinou 22700 euros para um Plano de Emergência Social, menos de 2000 euros por mês. No final, executou-o apenas a 20%. ou seja, aplicou apenas cerca de 4000 euros no programa de emergência social. Qualquer coisa como 7 vezes menos o que a Câmara gasta em meia dúzia de dias na Cidade no Jardim.

 

Água:

Um assunto que o Bloco tem puxado à discussão e que tantas dores de cabeça tem infligido à Câmara Municipal. Minha gente, é muito simples: primeiro cortamos com a Taxa de Disponibilidade que é uma TAXA ILEGAL que veio apenas substituir o ALUGUER DO CONTADOR que foi considerado ILEGAL no seu tempo também. Com isto poupamos 5 euros mensais aos sanjoanenses. Depois Remunicipalizamos as àguas, bem essencial à nossa saúde e bem-estar e que não pode ser privatizado. Depois baixamos até metade a fatura das famílias que consumam até 10 metros cúbicos/mês que é a média mensal de uma família de 4 pessoas.

 

Quanto poupamos? 10 a 15 euros por mês, no mínimo. Não é muito? Façam as contas durante um ano e vão ver que 150 a 200 euros de poupança para uma família de classe média, é um valor bem concreto.

 

Podem perguntar-nos: 'Mas é possível concretizar essas propostas?'. E nós respondemos: ' No ano passado, a Águas de S. João distribuiu 300 mil euros em dividendos pelos seus acionistas. Quem tem 300 mil euros para distribuir em dividendos tem, pelo menos, 300 mil euros de margem para reduzir a fatura e o preço da água'!

 

Habitação:

Promover a reabilitação dos focos habitacionais já existentes no concelho em vez de continuarmos a erguer betão numa cidade que precisa de parques e espaços verdes para manter o seu equilíbrio.

 

O BE propõe então a reabilitação de edifícios devolutos, no sentido os inserir numa Bolsa de Arrendamento com preços controlados de forma a garantir habitação de qualidade, com preços acessíveis, para quem queira viver em SJM.

 

Economia e comércio locais:

 

Trazer as pessoas novamente para a Praça Luís Ribeiro que se tem desertificado nos últimos anos.

Centralizar os Serviços Públicos na Praça.

Criar uma bolsa de arrendamento a custos controlados para que novos empresários e lojas possam abrir na Praça Luis Ribeiro.

 

Arte e Ambiente:

Criar uma Programação Cultural permanente e consistente na cidade permitindo assim à grande quantidade de jovens artistas sanjoanenses de se expressarem e de terem forma de subsistência na própria cidade, evitando assim a migração a que se vêm obrigados hoje em dia a fazer no sentido de poderem sobreviver com o seu trabalho, quando o têm.

 

Criar as condições necessárias para que a cidade tenha uma grande percentagem de utilização de energia limpa. Avançar com o programa de aplicação de painéis solares e sistemas de energia alternativa nos edifícios dos serviços públicos.

 

Por estas e outras tantas razões o voto no Bloco é um voto que faz a diferença.

 

Já Pedro Filipe Soares lembrou que estes momentos de campanha do Bloco de Esquerda devem servir sempre para prestar contas sobre aquilo que foi o trabalho do Bloco, por exemplo, na Assembleia Municipal de S. João da Madeira. "Durante os últimos 4 anos, tudo mudou com a intervenção do Bloco e da Eva Braga" disse o deputado bloquista.

 

Lembrou também a diferença que existe entre o projeto político do Bloco e o projeto político do PSD. "Castro Almeida saiu de S. João para o país para executar as mesmas medidas. Em S. João da Madeira estabeleceu uma Parceria Público-Privada na água e foi premiado com um lugar de secretário de Estado para continuar a fazer exatamente o mesmo. Castro Almeida foi promovido para continuar no país aquilo que o PSD fez em S. João da Madeira: PPP's, caça à multa"...

 

Estas são algumas das diferenças políticas entre os programas do Bloco e do PSD, o que levou Pedro Filipe Soares a questionar a plateia: "A água em S. João da Madeira podia ser mais barata? Podia, mas para isso o Bloco precisa de ter mais força".

 

Para os bloquistas, a 29 de setembro não só se votará para a constituição dos órgãos autárquicos, como se decidirá nas urnas o tipo de modelo que se quer para o país. "A 29 de setembro vamos confrontar os pilares da austeridade. Castro Almeida e a sua descendênciasão os pilares da austeridade em S. João da Madeira e no país. Ao mudar de politicas estamos a construir um mundi melhor. De. S. João da Madeira para o país".

 

João Semedo, coordenador do Bloco, enfatizou essa mesma necessidade de mudança de politica. Disse que "o Bloco parte para as eleições autárquicas em S. João da Madeira com muita confiança porque o Bloco tem bons candidatos, competentes, empenhados e capazes; em segundo lugar, as propostas do Bloco são as que fazem falta. É necessária mais transparência e mais envolvimento dos cidadãos nas decisões, assim como é necessário um poder local que deixe de viver dependente do poder central e que deixe de olhar para a pobreza e para o desemprego como quem não pode fazer nada. Em terceiro lugar, o Bloco de Esquerda parte confiante para estas eleições porque já ninguém aguenta mais esta direita. Já está toda a gente farta da direita, da austeridade, dos sacrifícios".